A Associação Nacional de Loterias Municipais e Estaduais (ANALOME) marcou presença no Mercosul iGaming Summit 2025, realizado em 13 de junho, no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS). O presidente da entidade, Camilo Roma Brito, participou do painel “O papel das associações e institutos na Indústria iGaming: unindo forças e coordenando atuação. Existe esperança? Com a palavra, as associações e os institutos”, ao lado de representantes de importantes organizações do setor, como Ana Clara Barros (AiGaming), Plínio Lemos Jorge (ANJL), Fernanda Batistella (IBDJ) e Filipe Rodrigues (Jogo Positivo).

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Camilo Roma de Brito levou tema loterias municipais ao Merscosul Igaming Summit

Durante o debate, Camilo levou ao centro da discussão o papel das loterias municipais na consolidação de um mercado legal, responsável e tecnicamente estruturado. Segundo ele, embora as entidades representem interesses distintos, há um ponto de convergência que deve guiar a atuação de todo o setor: o enfrentamento ao jogo ilegal.

“Concordo que há divergências entre os interesses das associações, mas concordo que a gente tem que se unir. Talvez não em todos os aspectos, porque sempre vai ter interesses de diferentes gêneros, mas tem um assunto específico que eu acho que todos aqui convergem: que a gente tem que acabar com o jogo ilegal”, afirmou o presidente da ANALOME.

Camilo também destacou que a ANALOME é uma associação jovem, criada em novembro de 2024 e com nova gestão desde março deste ano, mas que já atua ativamente na articulação do setor e na estruturação das loterias subnacionais. Para ele, o fortalecimento do jogo legal no Brasil só será possível com equilíbrio entre esferas municipal, estadual e federal, além da construção de um ecossistema baseado no jogo responsável.

“Só vai ser um jogo forte com os municípios e os estados, se tiver também forte com os federais. Só vai ter jogo forte se o jogo responsável, o jogo possível, estiver implantado”, defendeu.

Outro ponto levantado pelo presidente da ANALOME foi a importância da articulação com outros atores estratégicos, como os meios de pagamento, apontados como peça-chave na contenção das operações irregulares. Camilo ressaltou que a cooperação intersetorial é indispensável para bloquear a atuação de plataformas ilegais.

“O meio de pagamento é o coração para derrubar as bets ilegais. A gente tem que convencer eles a não rodar com essas plataformas”, alertou.

Ao final da participação, Camilo reforçou que, apesar das diferenças entre as entidades, é possível identificar pontos de convergência e trabalhar em conjunto por um mercado mais íntegro e sustentável.

“A gente tem que focar nesses pontos comuns. Como aprendemos no colégio, todo conjunto tem interseções — e é nelas que precisamos atuar com firmeza”, concluiu.