Com debates de alto nível técnico, participação de autoridades e anúncio de novos eventos, a segunda edição do Congresso Nacional de Loterias Municipais do Brasil consolidou o papel estratégico das loterias subnacionais no cenário nacional. Realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Porto Alegre (RS), o encontro reafirmou a maturidade institucional e o avanço regulatório do setor, reunindo gestores públicos, operadores, juristas e representantes de entidades especializadas.
Ao todo, cerca de 250 pessoas estiveram presentes durante os dois dias de programação, incluindo o secretário de Parcerias de Porto Alegre, Giuseppe Riesgo; o deputado estadual Dr. Thiago; o diretor de Esportes do Município, Rodrigo Kandrik; e o ex-deputado estadual Catarina Paladini.
Ao final do evento, a Associação Nacional de Loterias Municipais e Estaduais (Analome) surpreendeu os participantes ao anunciar o calendário para o segundo semestre de 2025: serão três encontros regionais já confirmados — em São Paulo (11 e 12 de agosto), no Rio Grande do Norte (20 e 21 de outubro) e na Bahia (24 e 25 de novembro). O anúncio foi feito por Camilo Roma Brito, presidente da Analome, durante o painel de encerramento que contou ainda com Filipe Alves Rodrigues, fundador da Associação Jogo Positivo, e Paulo Horn, presidente da Comissão Especial de Direito de Jogos Lotéricos da OAB-RJ.
Durante o painel final, os debatedores discutiram os próximos passos do setor à luz dos avanços institucionais obtidos nos últimos anos e dos desafios que ainda se impõem à regulamentação e implementação das loterias nos municípios. Camilo Brito ressaltou a importância da qualificação técnica dos gestores e da construção de um diálogo permanente com os entes federativos. “O fortalecimento das loterias municipais passa por capacitação, segurança jurídica e cooperação entre os níveis de governo”, destacou.
Para Filipe Rodrigues, o Congresso demonstrou que o setor “está unido e com objetivos claros de desenvolvimento sustentável”. Já Paulo Horn avaliou que “o desafio agora é traduzir os avanços jurídicos em ações práticas e eficazes nos municípios”. Camilo Brito complementou: “A agenda que anunciamos é uma resposta direta ao interesse crescente e à necessidade de apoiar tecnicamente os gestores locais”.
Ao longo dos dois dias de programação, o Congresso abordou temas como licenciamento, modelos de concessão, jogo responsável, compliance, arrecadação pública e impactos sociais. O evento se firmou como um fórum de referência para os municípios que desejam criar ou aprimorar suas loterias.
Com a agenda já definida para os próximos encontros, a Analome reforça sua atuação como principal articuladora do setor e aposta no fortalecimento regional para expandir as boas práticas observadas até agora. O sucesso da edição de Porto Alegre indica que o modelo de governança proposto pelas loterias municipais segue em consolidação — com protagonismo, diálogo técnico e foco em resultados sustentáveis para os municípios brasileiros.